Vladimir Llich Lênin era filho de um professor secundarista.Estudante contestador, foi expulso da universidade. Mais tarde, formou-se
brilhantemente em Direito. Desde jovem, meteu-se em atividades revolucionárias.Além de Russo, Lênin compreendia Alemão, francês, inglês, latim
e grego antigo.Escreveu livros importantes em economia, sociologia e filosofia, mas destacou-se como um pensador político original.
Famoso pelos profundos conhecimentos das obras de karl Marx e Friedrich Engels, organizador talentoso,polimista implacável, tinha uma visão política
aguda e perspicaz, principalmente quando se tratava de identificar erros nas manobras dos adversários.
Lênin se baseou em Marx para atacar os populistas: o socialismo não pode brotar do arcaico e pobre, mas do moderno e rico, o socialismo
só se tornou históricamente possível depois que o capitalismo atingiu um alto grau de desenvolvimento mundial. Por isso, o socialismo
não poderia nascer da atrasada comunidade rural mas do capitalismo industrial, que já se firmava na Rússia.Lênin atacou o terrorismo
com o argumento de que as mudanças nas sociedades são o resultado das lutas de classes, e que por isso a tarefa dos social-democratas
(marxistas)deveria se conscientizar e organizar o proletariado, em aliança com os camponeses. Eles é que seriam a força revolucionária.
Em vez do terrorismo anti-modernista, a crença nos valores da modernidade e da luta política de massas.
A maior contribuição intelectual de Lênin talvez esteja na sua obra 'Que fazer?' (1902), onde Lênin afirma que o proletariado nunca
conseguiria formar uma consciência socialista por conta própria. O máximo que o proletáriado seria capaz de fazer, se abandonado
ao universo do senso-comum (Aquilo que todos acreditam que seja "a verdade natural da vida"), seria organizar sindicatos que lutariam
por melhores salários e condições de vida, mas jamais pensariam em se organizar para tomar o poder e destruir o capitalismo.
Daí a necessidade de um partido que combatesse o espontaneísmo, isto é, a crença de que os trabalhadores sempre sabem o que é correto.
Propunha um partido que vinculasse todas as reivindições, até as mais comuns do cotidiano, à luta de classe política para a tomada
revolucionária do poder. Um partido que educasse as massas, que difundisse as "descobertas científicas de Marx e Engels", que as organizasse
e dirigisse suas ações. No partido estariam os melhores elementos, os mais conscientes, a vanguarda do proletariado.
O ideal leninista marcou os partidos revolucionários durantes décadas.Mas foi muito criticado, inclusive pela esquerda.
Já na época, a pensadora marxista Rosa de Luxembrugo dizia que era preciso acreditar mais na criatividade das massas. Hoje em dia, muitos
acusam Lênin de ter criado um partido fechado, dogmático, que se considerava o dono de todas as verdades, embrião de uma futura
ditadura stalinista. A polêmica está aberta, ou teria perdido o sentido nos dias de hoje?
Livro - História Crítica

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